Todo ciclista já passou pela experiência de “quebrar” ou “dar o prego” no meio de um treino longo. A sensação é de que as pernas pesam e o corpo simplesmente desliga. Para evitar isso, saber o que comer durante o pedal é tão importante quanto o treino em si.
A dúvida que fica na oficina e nos grupos de WhatsApp é: vale a pena gastar com géis caros ou a boa e velha bananinha dá conta do recado?
A importância de saber o que comer durante o pedal
Seu corpo é uma máquina que queima glicogênio. Em pedais com mais de 1h30 de duração, seu estoque esgota. Por isso, saber o que comer durante o pedal foca em repor de 30g a 60g de carboidrato por hora. Se o treino for intenso ou no pelotão, esse número pode subir para 90g.
Comida Real: A Favorita do Bolso e do Estômago
Muitos ciclistas estão trocando o excesso de química pela comida de verdade. Além de ser mais barato, o estômago costuma aceitar melhor em pedais de baixa intensidade.
- Bananinha com açúcar: Clássica, fácil de abrir e rica em potássio.
- Batata doce ou inglesa: Cozida com um pouco de sal ajuda a repor sódio e evita cãibras.
- Sanduíche de bisnaguinha: Com geleia ou mel, é fácil de mastigar mesmo em movimento.
O segredo para usar comida real no treinamento de resistência é a praticidade. No pelotão, você não tem tempo de descascar uma fruta. Por isso, prepare pequenos ‘snacks’ de fácil acesso no bolso da camisa. O uso de sódio (sal) nesses alimentos ajuda a manter o equilíbrio osmótico, evitando que você beba muita água e acabe com uma sensação de estômago ‘balançando’.
Gel de Carboidrato: Quando usar?
O gel não é vilão, ele é uma ferramenta. Em momentos de torque alto, como uma subida longa ou um sprint, mastigar comida real é difícil. O gel entra aqui: absorção rápida e praticidade. Se você está em uma competição de ciclismo, o gel é o seu melhor aliado pela rapidez.
Hidratação: Mais do que apenas o que comer durante o pedal
Não adianta saber o que comer durante o pedal se você esquecer de beber água. A cada 20 minutos, dê um gole generoso. Use isotônicos para repor eletrólitos, especialmente se você é daqueles que termina o treino com a camisa branca de sal.
O que evitar para não quebrar o ritmo
Tão importante quanto saber o que comer durante o pedal é saber o que evitar. Alimentos ricos em fibras ou gorduras levam muito tempo para serem processados e desviam o fluxo sanguíneo das pernas para o estômago. Isso causa a famosa ‘indigestão’ ou queda brusca de performance. Evite lanches pesados ou proteínas em excesso durante esforços de alta intensidade.
Dicas de Ouro da Oficina Rhadazone
Para quem está começando a levar o ciclismo a sério, a organização é tudo. Além da alimentação sólida, o uso de eletrólitos na caramanhola evita a desidratação que mata sua cadência. Se o seu suor deixa manchas brancas na roupa, você está perdendo muito sódio.
Outro ponto vital é o core. Quando você está bem alimentado, sua postura sobre o selim permanece estável por mais tempo, evitando dores lombares comuns em quem tenta pedalar em jejum ou sem a reposição correta de glicogênio. Teste sempre novos alimentos em treinos de baixa intensidade antes de levá-los para um pelotão mais forte ou para o dia da sua prova principal.
Conclusão: Teste sua Estratégia
A melhor forma de descobrir o que comer durante o pedal é testando no treino, nunca na prova. O que funciona para o seu parceiro de trilha pode te dar um desconforto gástrico gigante. Misture o uso de comida real no início do pedal e deixe os géis para o terço final, quando a fadiga bater forte.
Autor: Rhadazone
